Quando uma pessoa precita decide mudar seu destino, muito se é posto em risco aos fatores da humanidade, pouco se é visto de resposta para divindades. Quando um amor é fadado ao erro e a inércia, nunca se pode fazer algo que o repare por completo, ou ao menos a uma parcela do que havia sido um dia. O único meio de reverter uma maldição atrelada a almas é dilapidar sua essência, destruí-las e torcer para que, um dia, vagando pelo vasto universo de infinitas realidades, essas tais pobres almas voltem a se encontrar. Arien, com seu sorriso eloquente e doce personalidade, não conseguiu que o universo e a própria humanidade deixassem de pregar peças em sua vida, como em uma batalha trivial, onde todos já sabem qual lado sairá vencedor.Atlas, por outro lado, já havia feito muitos sacrifícios, alguns dos quais se arrependeria até o fim da sua longa vida. Por isso, vivia no mundo brincando por suas regras, sem ligar para denominações como certo ou errado. Por si só, havia aprendido que aqueles que estão no topo também podem cair, e que essa, definitivamente, era a parte mais difícil. Atlas nunca mais se viu almejando as mesmas coisas, sonhando o mesmo sonho. Ao contrário, agora se pegava passando noites acordado, desejando apenas uma coisa: o segredo que tinham em comum, mas que nunca poderiam compartilhar. O destino, por muitas vezes, não mede esforços ao rogar por pragas e, quando o anátema cai em terra, não será um dos dois a sobreviver o bastante para contar sua história.